quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Como gelar a cerveja rapidamente.‏

Aos cervejeiros de plantão, essa dica é mais q da hora, tenho certeza q vão adorar, bom churrasco a todos, abs...
A carne já está na churrasqueira
Aí, a galera chega com latas e mais latas de cerveja.Estupidamente quentes. Como gelar?
O professor Cláudio Furukawa, do Instituto de Física da USP vai responder essa questão.
Gelo no isopor
Para cada saco de gelo, coloque 2 litros de água
1/2 kg de sal
1/2 garrafa de álcool
A água aumenta a superfície de contato,o sal reduz a temperatura de fusão do gelo (demora mais para derreter)e por uma reação química o álcool retira calor. Os físico-químicos denominam o líquidode "mistura frigorífica": GELO, ÁLCOOL, SAL E ÁGUA.
A mistura frigorífica é barata e a cerveja fica no ponto de bala em 3 minutos. E esperar três minutos não é nenhum sacrifício, né?
Lembre-se de lavar a latinha ao retirá-la do isoporde forma a eliminar o gosto meio salgado que fica na tampa da lata.Para mulheres, crianças e frescos, vale lembrar que a técnicafunciona também para garrafas pet de refrigerantes e latinhas em geral.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

infertilidade

continuação...
Obstrução tubular

A obstrução das trompas é considerada uma causa mecânica da infertilidade feminina. Estando obstruída, a trompa não conseguirá conduzir o óvulo do ovário até o útero, impedindo a fecundação e a gravidez. Os fatores mais comuns que podem causar obstrução nas trompas são a endometriose, infecção pélvica e gravidez tubária. Mulheres que tenham feito laqueadura tiveram suas trompas obstruídas propositalmente.
A obstrução das trompas deve-se geralmente a uma infecção genital, que é assintomática. Por vezes, a infecção das trompas causa uma inflamação aguda (salpingite) seguida de dilatação das trompas (hidrosalpinge) que obriga à sua remoção cirúrgica (salpingectomia).
A obstrução das trompas pode ser comprovada por um exame denominado Histerossalpingografia.
Muco cervical
A avaliação da interação muco cervical-sêmen é considerada como ponto importante na investigação do casal infértil. As anomalias do colo uterino e as alterações do muco cervical são relatadas como causas de infertilidade em aproximadamente 10% a 20% das pacientes, mas entre os casais inférteis cuidadosamente investigados, e excluindo-se o fator masculino, a verdadeira incidência não é maior que 10%. O muco cervical é um hidrogel composto de um componente de alto peso molecular (fase gel) e por um componente de baixo peso molecular (plasma cervical). A fase gel é constituída de glicoproteínas macromoleculares denominadas mucinas. A mucina é o agente que confere as características de viscoelasticidade ao muco.
O plasma cervical é constituído de eletrólitos, componentes orgânicos e proteínas solúveis. A importância do muco cervical em reprodução humana é bem reconhecida. Alterações nas propriedades bioquímicas do muco são responsáveis por mudanças na receptividade ao espermatozóide, impedindo ou facilitando a passagem destes pelo colo do útero. Durante o ciclo menstrual, o muco cervical permite a penetração do esperma somente durante o período ovulatório, exercendo assim um papel regulador na colonização espermática do trato genital superior. (Morales e cols., 1993) determinaram que a receptividade do muco ao espermatozóide estava associada positivamente com a hidratação do muco e, negativamente, com uma concentração protéica alta. O processo da hiperativação do espermatozóide é um passo importante na obtenção da capacidade de penetrar nas camadas ovulares. (Zhu e cols., 1992) observaram uma maior hiperativação dos espermatozóides em relação ao controle, quando tratados com o muco cervical.
A cavidade uterina encontra-se protegida pelo muco que reveste o colo uterino. Este muco cervical é também responsável pela limpeza e seleção dos espermatozóides. Se o muco cervical não for competente, os espermatozóides não conseguem penetrar na cavidade uterina.
Incompetência cervical
A incompetência cervical é classicamente definida como uma perda reprodutiva repetitiva do segundo trimestre de gestação sem dor, e não associada a sangramento, ou contrações uterinas. A incompetência cervical pode ser congênita, adquirida ou traumática. A história de trauma é referida em 30 a 50% dos casos, sendo as injúrias mais freqüentes a conização, dilatação e curetagem, e lacerações cervicais durante o parto. O crucial no manuseio das pacientes com incompetência cervical é a acuracidade no diagnóstico. Em primeiro lugar, é necessário afastar outras causas de perdas gestacionais de segundo trimestre, como anomalias uterinas, placentação anormal, miomas uterinos, amnionites ou infecções uterinas. Na avaliação da paciente não grávida, deve se checar a dilatação cervical usando a vela de Hegar nº 8, que passando sem dificuldades é um indicador de possível incompetência cervical. Na histerossalpingografia um istmo cervical com mais de 6.0 mm, pode confirmar o diagnóstico. A inspeção do colo do útero também pode revelar anomalias congênitas ou lacerações cervicais prévias. A ultra-sonografia tem um papel importante no diagnóstico, e no controle da paciente grávida. A terapêutica mais aceita no manuseio da incompetência cervical é a circlagem realizada preferencialmente entre a 12ª e 14ª semana de gestação, sendo a técnica mais utilizada por sua facilidade à denominada de McDonald. Associado ao tratamento cirúrgico é necessário repouso absoluto, e a utilização de progesterona e uterolíticos.
Anomalias do cariótipo
O cariótipo é a análise dos 46 cromossomos que todos nós possuímos nas células do corpo. Esta análise efetua-se nos leucócitos (glóbulos brancos) obtidos por punção venosa. A alteração do número ou da estrutura dos cromossomas está associada com insuficiência prematura do ovário, disfunção ovulatória, produção de ovócitos imaturos, produção de ovócitos morfológica e/ou geneticamente anormais, anomalias do desenvolvimento embrionário, falhas da implantação, abortamentos de repetição e anomalias fetais.
Fator corporal
O útero permite a jornada do espermatozóide desde o colo uterino até as trompas, além de estar envolvido de forma significativa em várias etapas do processo reprodutivo como: retenção do zigoto por vários dias até a implantação, dar suporte ao desenvolvimento do concepto desde a implantação até o parto, além de protegê-lo dos fatores externos.
Os métodos diagnósticos objetivam elucidar os componentes dos principais grupos etiológicos que são as alterações endometriais (pólipos, miomas, sinéquias, endometrites etc...), alterações miometriais (miomas e adenomiose) e as malformações uterinas (útero unicorno, bicorne, didelfo, septado, arcuado etc...). A histerossalpingografia, histerossonografia, ultrassonografia, histeroscopia e laparoscopia constituem as principais alternativas diagnósticas sendo as duas últimas excelentes armas na terapêutica.
As alterações uterinas correlacionadas com a infertilidade incluem: infecções, adesões intra-uterinas, leiomiomas, incompetência cervical e anomalias congênitas do trato reprodutivo. Na investigação do fator uterino, a propedêutica deverá incluir a ultrassonografia, histerossalpingografia e a histeroscopia.
Patologia uterina
Fibromiomas: Os fibromas são tumores benignos do músculo liso (miométrio) do útero. Podem impedir a gravidez por ocupação de espaço e, se fizerem proeminência na cavidade uterina, dificultam a implantação e podem induzir abortamento.
Pólipos: São tumores benignos pediculados do endométrio. Causam frequentemente hemorragias, impedem a implantação devido a ocuparem espaço e a desencadearem inflamação, e podem induzir abortamento.
Hiperplasia benigna do endométrio. Por desregulação hormonal ou infecção crônica, o endométrio pode espessar de tal modo que impede a implantação ou induz abortamento.
Hipoplasia do endométrio: Se o endométrio não crescer (12-14 mm) na altura da implantação, a gravidez dificilmente poderá ocorrer. Devem-se as deficiências hormonais ou a mutações genéticas dos receptores dos hormônios esteróides para a progesterona e os estrogênios.
Endometrite: As infecções silenciosas do endométrio são frequentes, sendo geralmente causadas por bactérias de transmissão sexual ou pós-curetagem (micoplasma, clamídia, listeria). Em casos menos frequentes, pode ser devida à infecção persistente pelo parasita protozoário toxoplasma ou pelo vírus do colo uterino HPV (vírus do papiloma humano). Estas infecções impedem a implantação e podem causar abortamento.
Sinéquias: São aderências (cicatrizes) do endométrio, geralmente secundárias a infecções genitais ou à curetagem (raspagem) do endométrio durante a interrupção voluntária da gravidez (IVG ou abortamento provocado). Dificultam a implantação e podem induzir abortamento.
Mioma uterino
O mioma uterino é o tumor sólido mais freqüente do trato genital feminino. Em geral, apresenta-se com sinais e sintomas clínicos numa porcentagem de 20% a 50% dos casos. Dentre estes, destacam-se a dor, a menorragia, a tumoração abdominal, e a infertilidade. A incidência exata da miomatose uterina é desconhecida, entretanto cita-se que 20% das mulheres acima dos trinta anos são portadoras desta moléstia. Segundo Buttram Jr. (1986), quatro fatores são importantes no determinismo do crescimento dos miomas uterinos: A- estrógenos. B- hormônio do crescimento (agindo sinergicamente com os estrógenos). C- fator de natureza genética. D- suprimento sanguíneo do tumor. A correlação entre o mioma uterino e a infertilidade, nem sempre é precisa e, em certa ocasiões, é difícil decidir se o mioma seria um fator significante. Em algumas circunstâncias poderiam obstruir as trompas, e raramente, o colo do útero. Por outro lado, os do tipo submucoso, localizados dentro da cavidade uterina, agiriam como corpo estranho, e interfeririam com a nidação. Os miomas intramurais poderiam distorcer a cavidade uterina, comprometendo o fluxo sanguíneo, produzindo um sítio inadequado para a implantação. Buttram Jr. (1986) recomenda a miomectomia na paciente infértil ou abortadora habitual, desde que o mioma apresente as seguintes características: A- intramural - possuindo mais que 2.0 cm de diâmetro. B- subseroso - estiver obstruindo o lúmen tubário. C- submucoso - independente do tamanho. A técnica cirúrgica empregada deve incluir a realização de uma única incisão anterior e vertical, não somente para minimizar a perda sanguínea, mas também para prevenir a formação de adesões. Na abordagem clínica da miomatose uterina, acredita-se que a obtenção de um estado de hipoestrogenismo temporário poderia revelar-se benéfica no tratamento desta neoplasia. Os análogos agonistas do GnRH (GnRH-a) criam um estado de hipogonadismo hipogonadotrófico com evidente queda dos níveis de estrógenos plasmáticos, sendo a droga de escolha no manuseio clínico do mioma uterino. Geralmente, com o uso de GnRH-a há uma redução de cerca de 80% no volume uterino, após um período de tratamento de 6 meses. Entretanto, após a parada do medicamento, na grande maioria dos casos ocorre um retorno do tamanho destes miomas ao volume original.

Anomalias congênitas do trato reprodutivo

A incidência das anomalias uterinas não é bem conhecida, contudo as histerossalpingografia realizadas em pacientes inférteis demonstraram que essas alterações podem ocorrer numa incidência de 1% a 3%. As anomalias uterinas são responsáveis por 15% das perdas gestacionais do segundo trimestre e também estão associdas com apresentação fetal anormal, descolamento prematuro de placenta e retardo de crescimento intra-uterino. As anomalias uterinas são classificadas de acordo com uma modificação da classificação de Buttram e Gibbons (1979) em úteros: unicorno, bicorno, didelfo e septado. O diagnóstico diferencial de certeza entre útero didelfo e septado é executado pela laparoscopia ou laparotomia. Por outro lado, o papel da ressonância magnética na diferenciação entre útero septado e bicorno tem aumentado nos últimos anos, possuindo uma sensibilidade e especificidade de mais de 96%. Por outro lado, é importante recordarmos que do ponto de vista embriológico, o sistema urinário é desenvolvido simultaneamente com o sistema Mulleriano, e que as anomalias do trato urinário nesta pacientes são altas, em torno de 30%. O útero septado está associado com o pior prognóstico reprodutivo, com taxas de sobrevida fetal entre 6% a 28%, sendo das anomalias uterinas a única que merece uma intervenção cirúrgica independente do passado reprodutivo da paciente. Neste caso, a via preferencial seria através da histeroscopia operatória. A correção cirúrgica através da metroplastia, do útero bicorno ou didelfo, só é preconizada se a paciente apresentar perda reprodutiva de repetição. Na abordagem diagnóstica e terapêutica das anomalias Mullerianas, o ginecologista deve estar atento a uma possível associação com a incompetência cervical.
depois termino a postagem...

terça-feira, 28 de julho de 2009

Rápida‏

Pensamento do Dia
> > Às vezes você chora e ninguém vê as suas lágrimas...
> > Às vezes você se entristece e ninguém percebe o seu abatimento.. .
> > Às vezes você sorri e ninguém repara na beleza do seu sorriso...
> > Agora... PEIDA pra ver....
> > ____________ _________ _________ _________ _______
> > LÓGICA
> > O garoto apanhou da vizinha, e a mãe furiosa foi tomar satisfação:
> > - Por que a senhora bateu no meu filho?
> > - Ele foi mal-educado, e me chamou de gorda.
> > - E a senhora acha que vai emagrecer batendo nele?
> > ____________ _________ _________ _____
> >> > NO BALCÃO DA ALFÂNDEGA
> > - Seu nome ?
> > - Abu Abdalah Sarafi.
> > - Sexo ?
> > - ... Quatro vezes por semana...
> > - Não, não, não! Homem ou mulher ?
> > - Homem, mulher.... algumas vezes camelo...
> > ____________ _________ _________ _____
> >> > DIVISÃO DE BENS
> > Dois amigos se encontram depois de muito anos.
> > - Casei, separei e já fizemos a partilha dos bens..
> > - E as crianças?
> > - O juiz decidiu que ficariam com aquele que mais bens recebeu.
> > - Então ficaram com a mãe?
> > - Não, ficaram com nosso advogado.
> > ____________ _________ _________ _____
> >> > REGIME DE EMAGRECIMENTO
> > - Doutor, como eu faço para emagrecer ?
> > - Basta a senhora mover a cabeça da esquerda para direita e
> > da direita para esquerda.
> > - Quantas vezes, doutor ?
> > - Todas as vezes que lhe oferecerem comida.
> > ____________ _________ _________ ____
> >> > CAIPIRA
> > O representante do censo pergunta ao caipira:
> > - Quantos filhos o senhor tem ?
> > - Bão... as minina são seis... os minino são quatro...
> > - Então sua prole é grande?
> > - Grande até que não, mas tá sempre dura...
> > ____________ _________ _________ _____
> >> > BODAS
> > Dois amigos conversam sobre as maravilhas do Oriente..
> > Um deles diz:
> > - Quando completei 25 anos de casado, levei minha mulher ao Japão.
> > - Não diga? E o que pensa fazer quando completarem 50 ?
> > - Volto lá para buscá-la...
> > ____________ _________ _________ _____
> >> > EMERGÊNCIA
> > Um eletricista vai até a UTI de um hospital, olha para os pacientes
> > ligados a diversos tipos de aparelhos e diz-lhes:
> > - Respirem fundo: vou mudar o fusível.
> > ____________ _________ _________ _____
> >> > CONFISSÃO
> > O condenado à morte esperava a hora da execução, quando chegou o padre:
> > - Meu filho, vim trazer a palavra de Deus para você.
> > - Perda de tempo, seu padre. Daqui a pouco vou falar com Ele,
> > pessoalmente. Algum recado?
> >> >> >> >> >> >> >
E por fim:
> > O cara chega pra gordinha e pergunta: "E aí? Rola?"
> > E a gordinha, toda feliz: "Rola sim, rola sim!"
> > E o cara: "Então deita que eu te empurro"
> >> > ...que maldade kkkkkkkkkkkkkkkkkkk

terça-feira, 7 de julho de 2009

infertilidade

A infertilidade é o resultado de uma falência orgânica devida à disfunção dos orgãos reprodutores, dos gametas ou do concepto. Um casal é infértil quando não alcança a gravidez desejada ao fim de um ano de vida sexual contínua sem métodos contraceptivos. Esta definição é válida para o casal com vida sexual ativa (3-5 vezes por semana), em que a mulher tem <35>35 anos de idade), e em que ambos não conhecem qualquer tipo de causa de infertilidade que os atinja. Também se considera infértil o casal que apresenta abortamentos de repetição (>3, consecutivos).

Para a compreensão da etiologia da infertilidade feminina torna-se necessário o conhecimento de uma série de eventos complexos e inter-relacionados da fisiologia reprodutiva dos quais dependem a fertilização, a implantação e a manutenção da gravidez até a fase em que o concepto apresenta condições plenas para a vida extra-uterina.
O fator masculino, segundo diferentes estatísticas, é a primeira causa em 1/3 dos casais inférteis e associa-se ao fator feminino em outros 20%. Embora os conhecimentos da fisiopatologia testicular continuem restritos, o surgimento das técnicas de reprodução assistida e, mais recentemente, da injeção intracitoplasmática (ICSI) fez com que diminuísse cada vez mais o número de homens com impossibilidade de gerar filhos.
A importância da avaliação e do tratamento do homem infértil tem sido atualmente questionada. Contudo, existem relatos de casos e até séries de pacientes publicados na literatura com doenças potencialmente graves e até mesmo letais, como câncer de testículo, que podem ser encontradas em homens inférteis.
A prevalência da infertilidade conjugal é de 15-20% na população em idade reprodutiva. A taxa de infertilidade masculina é similar à taxa de infertilidade feminina. Em média, 80% dos casos apresentam infertilidade nos dois membros do casal, sendo, geralmente, um mais grave do que o outro. A infertilidade tem aumentado nos países industrializados devido ao adiamento da idade de concepção, à existência de múltiplos parceiros sexuais, aos hábitos sedentários e de consumo excessivo de gorduras, tabaco, álcool e drogas, bem como aos químicos utilizados nos produtos alimentares e aos libertados na atmosfera.
Infertilidade feminina
A partir do eixo hipotálamo-hipófise-ovário com seus mecanismos de comunicação e interação neurendócrinos baseados na estimulação e inibição de seus neurotransmissores e hormônios, iniciam-se os fenômenos que culminarão com o amadurecimento sexual feminino e a capacidade de desencadear ciclicamente o mecanismo ovulatório e seus fenômenos correlatos (preparo endometrial, tunelização da cérvix uterina e muco cervical receptivo).
O mecanismo ovulatório, em resposta a níveis progressivamente maiores da gonadotrofina folículo-estimulante hipofisária (FSH) desencadeará no ovário a foliculogênese, caracterizada por: concentração plasmática crescente de estradiol até o período peri-ovulatório, conseqüente proliferação endometrial (fase folicular ou proliferativa) e produção de muco cervical adequado à migração espermática até o sítio de fertilização. A eclosão folicular com expulsão de um oócito maduro (ovulação) será observada como conseqüência da secreção em pico da gonadotrofina luteotrófica hipofisária (LH) em resposta ao máximo nível sérico de estradiol. Posteriormente, no período pós-ovulatório (fase lútea ou secretora), deverá garantir uma concentração suficiente de progesterona, fundamental ao preparo final do endométrio para a implantação embrionária e manutenção da gravidez.
As trompas deverão está permeáveis, móveis e metabolicamente saudáveis para permitir o transporte do espermatozóide e do óvulo até o sítio de fertilização e posteriormente garantir a nutrição do zigoto resultante e seu transporte em direção à cavidade uterina.
Finalmente o útero deverá apresentar capacidade cavitaria e revestimento endometrial normais para interagir com o pré-embrião (blastocisto) permitindo assim sua implantação e posterior desenvolvimento até a fase final da gravidez.
Constituem-se, portanto causas de infertilidade, todos os fatores que possam interferir adversamente, de maneira absoluta ou relativa, nos mecanismos da fisiologia reprodutiva feminina.
Prevalência da infertilidade
A mulher deixa de produzir ovócitos após o nascimento. Na recém-nascida, cada ovário possui um milhão de folículos primordiais. Todos os meses, em cada ovário, cerca de 20-30 folículos iniciam o seu crescimento, mas, devido à ausência de níveis adequados de hormônios, esses folículos degeneram (atrésia). Em consequência, por altura da puberdade, cada ovário já só possui 100.000 ovócitos. Na adolescência, a cada mês, um dos ovários consegue fazer crescer um folículo até aos 2-3 cm, a que se segue a sua ovulação (os ovários alternam a cada mês). Em simultâneo com este ciclo ovárico, a mulher inicia os ciclos menstruais. A partir dos 28 anos, observa-se uma perda progressiva da capacidade de resposta dos folículos primordiais aos níveis hormonais. Deste modo, o ovário tende a deixar de formar folículos maduros, dando origem, com uma frequência cada vez maior, a folículos contendo ovócitos imaturos ou a folículos com ovócitos anormais (em morfologia e em estrutura genética), podendo mesmo não ovular. Os ciclos menstruais mantêm-se geralmente ritmados, independentemente do ciclo ovariano. Estas anomalias devem-se ao fato dos ovócitos estarem parados há vários anos, o que permite o seu envelhecimento. Em consequência, por exemplo, a taxa de trissomia 21 aumenta para 1/500 recém-nascidos aos 34 anos e 1/100 recém-nascidos aos 39 anos.
Pelo contrário, o homem nasce com células mãe nos testículos e só inicia a produção dos espermatozóides a partir da puberdade. Esta produção mantém-se toda a vida, apesar da concentração, morfologia normal e mobilidade dos espermatozóides tenderem a diminuir com a idade, geralmente já fora do período reprodutivo.

Principais Causas de Infertilidade Feminina

Por alterações hormonais, a mulher pode ter períodos sem menstruação (amenorreia). Na presença de ciclos menstruais regulares, a mulher pode não ovular, pode ovular ovócitos imaturos ou ovócitos com alterações (morfológicas e/ou genéticas). Vários distúrbios hormonais contribuem para a disfunção ovulatória, como o excesso de prolactina, dos androgênios (ovário poliquístico), ou dos hormonas tiroideias (doenças da tiróide). Nos casos mais graves pode ocorrer insuficiência ovárica prematura, situação em que o ovário deixa de produzir folículos (mulheres <35>
O ovário poliquístico (PCOS) apresenta sinais e sintomas que levantam a sua suspeita, como obesidade, pilosidade aumentada, acne, irregularidades menstruais. No PCOS, os quistos impedem a formação de ovócitos maduros ou mesmo a ovulação porque respondem aos níveis hormonais e crescem, ocupando o espaço livre necessário para o desenvolvimento do ovócito. O diagnóstico do PCOS faz-se por ecografia e dose hormonais dos androgênios (aumentados) e da 21-hidroxilase (se diminuída, pedir estudo das mutações do gene). A adolescente com PCOS deve efetuar medicação inibidora dos androgênios, para não sofrer insuficiência prematura do ovário. Na idade de desejar engravidar, e se tal não ocorrer espontaneamente, após a paragem da medicação, a mulher deve efetuar laparoscopia para cauterizar os quistos. Nos casos ligeiros, basta medicação com análogos da GnRH.
A endometriose é também uma doença congênita, em que existem focos de endométrio (epitélio que reveste a cavidade uterina) espalhados em várias regiões do corpo (as zonas mais frequentes são os ovários, as trompas e a cavidade abdominal). Nesta doença, a mulher apresenta dores muito fortes antes da menstruação, durante a menstruação ou nas relações sexuais. Os focos ectópicos de endométrio surgem durante o desenvolvimento fetal. Não se sabe se é de causa genética ou se está ligado a fatores tóxicos ambientais (ar, alimentos). A endometriose causa disfunção ovulatória porque os focos ectópicos respondem aos níveis hormonais como se fosse o endométrio uterino, desregulando o ovário. Por laparoscopia (celioscopia: endoscopia da cavidade abdominal), estes focos podem ser destruídos por coagulação. No caso de quistos endometriais do ovário (endometrioma), deve-se efetuar exérese cirúrgica conservadora. Se tal não for possível e a doença for bilateral, deve-se poupar um dos ovários e tentar supressão com medicação usando análogos da GnRH até se conseguir o bebê.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

complicado esse tal de casamento

DESABAFO DE UM BOM MARIDÃO
( Luís Fernando Veríssimo)

Minha esposa e eu sempre andamos de mãos dadas. Se eu soltar, ela vai às compras.

Ela tem um liquidificador elétrico, uma torradeira elétrica, e uma máquina de fazer pão elétrica. Então ela disse: 'Nós temos muitos aparelhos, mas não temos lugar pra sentar'.
Daí, comprei pra ela uma cadeira elétrica.

Eu me casei com a 'Sra. Certa'. Só não sabia que o primeiro nome dela era 'Sempre'.

Já faz 18 meses que não falo com minha esposa. É que não gosto de interrompê-la.
Mas tenho que admitir, a nossa última briga foi culpa minha.
Ela perguntou: 'O que tem na TV?' E eu disse 'Poeira'..

No começo Deus criou o mundo e descansou.
Então, Ele criou o homem e descansou.
Depois, criou a mulher. Desde então, nem Deus, nem o homem, nem o Mundo tiveram mais descanso.

Quando o nosso cortador de grama quebrou, minha mulher ficava sempre me dando a entender que eu deveria consertá-lo. Mas eu sempre acabava tendo outra coisa para cuidar antes, o caminhão, o carro, a pesca, sempre alguma coisa mais importante para mim. Finalmente ela pensou num jeito esperto de me convencer.
Certo dia, ao chegar em casa, encontrei-a sentada na grama alta, ocupada em podá-la com uma tesourinha de costura. Eu olhei em silêncio por um tempo, me emocionei bastante e depois entrei em casa. Em alguns minutos eu voltei com uma escova de dentes e lhe entreguei..
- Quando você terminar de cortar a grama,' eu disse, 'você pode também varrer a calçada.' Depois disso não me lembro de mais nada.. Os médicos dizem que eu voltarei a andar, mas mancarei pelo resto da vida'.

'O casamento é uma relação entre duas pessoas na qual uma está sempre certa e a outra é o marido...