quinta-feira, 10 de setembro de 2009

diferença de sintomas entre a gripe H1N1 e a gripe comum

Realmente os sintomas entre a Gripe Suína e a gripe comum são bem parecidos, já as conseqüências são bem diferentes. Perceber algo que possa denominar a gripe suína de uma outra gripe qualquer, é um tanto quanto complicado, e ao vermos uma pessoa resfriada ou gripada, logo acreditamos que possa ser o vírus Influenza A H1N1.

Mas logo a seguir você poderá entender mais detalhadamente as diferenças entre os sintomas da gripe comum e os sintomas da Gripe Suína. Nesta ultima semana, os casos confirmados no Brasil subiram de uma forma inacreditável, de 74 para 399 casos, um numero altíssimo, e segundo especialistas do Ministério da Saúde este número ainda vai aumentar muito, tudo devido à falta de cuidados das pessoas, e da ajuda do inverno.

A diferença maior é que a gripe suína possui das demais gripes comuns e resfriados, é que ela inicia-se de uma hora para outra, e os sintomas são mais severos. Dentro todos os sintomas, de um dia para o outro, a pessoa começa a sentir fortes dores pelo corpo, principalmente no abdômen e também nas articulações, a pessoa também sente um frio intenso, tremores repentinos, e a febre está sempre acima de 38° C. Em alguns casos a pessoa chegava a expelir catarro, mas geralmente a tosse sempre é seca. Estes sintomas duram dentre sete a cinco dias sem parar, sendo assim, em caso de suspeita, favor procurar um médico e se cuidar, antes que possa ser tarde. Pois afinal de contas só mesmo exames laboratoriais ( Com Biomedicos) para lhe dar a resposta da contaminação.


RESUMINDO:


GRIPE SUÍNA
-Início súbito
-Com febre
-Causada somente pelo vírus Myxovirus Influenzae (Influenza)
-Mal estar, dor muscular, dor de cabeça e tosse. Pode provocar complicações como sinusite, pneumonia e morte.


GRIPE COMUM
-Início progressivo
-Em geral sem febre
-Sintomas mais localizados na região respiratória (nariz e garganta). Dificilmente provoca complicações.
-Causado por vários tipos de vírus: adenovírus, rinovírus, parainfluenza, coronavírus, VSR, etc...

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Reportangem sobre Roger Abdelmassih‏

Há quinze anos Roger Abdelmassih estupra mulheres com a ajuda dos médicos

Para uma reportagem no Domingo Espetacular, da Record, entrevistei mulheres estupradas por Roger Abdelmassih.
. Todas elas bateram na porta do Conselho Regional de Medicina de São Paulo, o Cremesp, para denunciá-lo.
. Eram recebidas não como vítimas, mas como quase-criminosas.
. Uma delas mereceu a seguinte pergunta de uma médica a serviço do Cremesp: ele (o Dr Roger, o estuprador) ligou para a senhora no fixo ou no celular ?
. Na comunidade dos médicos de São Paulo, muitos sabiam que o Dr Roger estuprava pacientes.
. Uma entrevistada me contou que foi a outro médico e ao narrar os crimes do Dr Roger, foi recebida com uma reação de naturalidade e frieza.
. Ora, todo mundo sabe disso, disse o novo médico.
. Quer dizer, os médicos de São Paulo são responsáveis, pela omissão, por crimes que o Dr Roger cometeu, pelo menos, ao longo dos últimos quinze anos.
. Há quinze anos, uma das vítimas, Vanuzia Leite Lopes, contou tudo ao Cremesp.
. Outra paciente, que a Folha (*) – chamada de Cristina, foi ao Cremesp em 1998.
. E o Dr Roger, impune, a estuprar mulheres dopadas e a atacar mulheres não dopadas.
. Agora, com a casa arrombada, quando a opinião pública já sabia dos estupros, o Cremesp se sentiu na obrigação de suspender o direito de o Dr Roger continuar a estuprar.
. O Ministério Público arrolou como testemunha – o crime está prescrito – uma jovem que, em Campinas, no início da carreira dele, em 1970, chegou com dores nos rins.
. Ele era residente de Urologia.
. Ele enfiou um tubo na vagina da jovem. Por que ?
. Percebeu que ela era virgem.
. E perguntou quanto ela queria para que ele pudesse deflorá-la.
. O Ministério Público bem que poderia ter uma conversinha com o Cremesp.
. O Cremesp está ali para ajudar os pacientes, ou acobertar crimes ? – pergunta elementar.
. O Dr Roger fazia o que fazia porque contava com a impunidade.
. Ele era o médico das estrelas, o médico “Caras”.
. Segundo vítimas que entrevistei, não tinha nada de louco ou tarado.
. Era um homem normal, dos nossos tempos (*): que gosta de dinheiro e mulheres.
. Às mulheres constrangidas, ele dizia: você deve se sentir honrada por eu me interessar por você.
. E se dizia enviado por Deus.
. Assim que recebeu ordem de prisão, o Dr Roger correu para o banheiro: teve um desarranjo intestinal.
. Foi preso no banheiro de seu gabinete, com as calças na mão.
. A primeira reação que teve, ao entrar no carro da Polícia, foi dizer: “perdi a minha clínica”.
. Era um empresário.
. Bem sucedido.
. Que contava com a omissão da sociedade.
. Do Cremesp, por exemplo.

By: Paulo Henrique Amorim

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Microbiologia

O que é um exame de cultura?

Um exame de cultura consiste em “semear” amostras biológicas, onde normalmente há suspeita de alguma infecção microbiana. Este processo é feito em meio próprio que permita a nutrição, o crescimento e a multiplicação de microrganismos.
O resultado do exame de cultura não fica pronto no mesmo dia dos outros exames porque As bactérias, os fungos e os vírus precisam de tempo para crescer o suficiente para que possamos identificá-los. Por isso aplica-se o termo “cultura”, uma vez que é necessário “semear” o material colhido e aguardar o seu crescimento. Este tempo é muito variado, dependendo do tipo de microrganismo.
Teste da catalase
Os membros da família Micrococcaceae são diferenciados dos da família Streptococcaceae pela prova de catalase. O teste é realizado com peróxido de hidrogênio (H2O2) a 3% sobre uma lâmina. A imediata produção de efervescência indica a conversão do H2O2 em água e oxigênio gasoso. Existem raras cepas de Estafilococos catalase negativas, e alguns enterococos (i.e. estreptococos fecais) produzem uma “pseudocatalase” e são fracamente reativos com H2O2.
Teste de Coagulase
As coagulases são enzimas com capacidade para coagular o plasma sanguíneo através de um mecanismo similar ao da coagulação normal.
A atividade da coagulase é utilizada para distinguir espécies patogenicas de Staphylococcus de espécies não patogenicas, sendo um bom indicador da patogenicidade do S.aureus.
A prova da coagulase em tubo consiste em juntar num tubo de ensaio contendo plasma (obtido de sangue a que se juntou um anticoagulante, por exemplo oxalato, citrato, heparina) uma suspensão de microrganismos (caldo de cultura) ou colônias provenientes de um meio sólido e incubar a 37º C. A formação de coágulos às 2 h, às 6 h ou às 24 h de incubação é interpretada como uma prova positiva. A ausência de coagulação após 24 horas de incubação é uma prova negativa.
Esta prova pode ser realizada de um modo mais rápido (prova em lâmina) colocando-se duas porções de bactérias da espécie em estudo nos extremos de uma lâmina, fazendo-se de seguida uma pequena suspensão, sendo depois adicionado a uma delas uma gota de água destilada (controle) e a outra uma gota de plasma. Homogeneiza-se bem e observa-se, no fim de uns minutos. Se o aspecto é idêntico a prova é negativa ou se ocorreu formação de pequenos agregados resultantes do fato das bactérias ficarem aprisionadas na rede de fibrina então formada a prova é positiva.
Bacterioscopia
A coloração de Gram é um método de coloração de bactérias desenvolvido pelo médico dinamarquês Hans Christian Joachim Gram (1853 - 1838), em 1884, e que consiste no tratamento sucessivo de um esfregaço bacteriano, fixado pelo calor, com os reagentes, cristal violeta, lugol, etanol-acetona e fucsina básica. Essa técnica permite a separação de amostras bacterianas em Gram-positivas e Gram-negativas e a determinação da morfologia e do tamanho das amostras analisadas.
Sempre especificar o tipo de material e o local da coleta.
No paciente foi coletado o material, secreção de ferida em região lombar, para identificação bacteriana, em seguida, encaminhado para a microscopia.
Inicialmente foi feito uma bacterioscopia para identificação e preparo da lamina.
Preparo do esfregaço
Suspender uma pequena porção da amostra bacteriana a ser corada em uma gota de água ou solução salina 0,85%, sobre uma lâmina de microscópio, espalhando a gota. Este procedimento deve ser feito com uma alça bacteriológica flambada ou um palito de madeira esterilizado. Deixar o material secar e, em seguida, fixá-lo com calor, flambando rapidamente a lâmina acima da chama de um bico de Bunsen.
Aplicação do Corante Primário
Cobrir toda a sua superfície da lâmina com o corante cristal violeta; deixar em repouso por um minuto. Descartar o excesso de corante ou enxaguar a lâmina com água.
Aplicação do Fixador
Cobrir toda a sua superfície da lâmina com lugol; deixar em repouso por um minuto. Descartar o excesso do fixador ou enxaguar a lâmina com água.
Descoloração
Com a lâmina inclinada, despejar algumas gotas de álcool (descolorizador) para remover o complexo cristal violeta-lugol de células Gram-negativas. Este procedimento não pode exceder a cinco segundos, pois o descolorizador poderá remover o corante cristal violeta das células Gram-positivas. Em seguida, enxaguar a lâmina com água para remover excesso de solvente.
Aplicação do Corante Secundário
Cobrir toda a sua superfície da lâmina com o corante fucsina básica; deixar em repouso por um minuto. Enxaguar a lâmina com água e tocar as bordas com papel absorvente para remoção do excesso de água. Logo após deixa secar a lâmina por completa.
Em seguida, colocamos a lâmina no microscópio para a identificação.
Semeadura
Para o isolamento das bactérias que estão presentes em pequenos números é feito o meio de enriquecimento liquido, contendo fontes de carbono e energia sendo inoculados por alguns dias os microrganismos e posteriormente inoculado em outros tubos contendo o mesmo meio. Tempo necessário para o crescimento dos inóculos.
Finalmente é feito o plaqueamento.
O que é o antibiograma ou TSA?
O antibiograma ou Teste de Sensibilidade aos Antibióticos é um teste que verifica a sensibilidade das bactérias aos antibióticos visando auxiliar o médico na escolha do tratamento adequado. Este teste só pode ser realizado quando a cultura tiver resultado positivo e será executado de acordo com recomendações internacionais.
Seu objetivo é tanto a análise do espectro de sensibilidade/resistência a drogas de uma bactéria quanto à determinação da concentração mínima inibitória.
Staphylococcus aureus, são uma espécie de estafilococos coagulase-positivos. É uma das espécies patogênicas mais comuns, juntamente com a Escherichia coli. É um coco Gram positivo. O S.aureus é a mais virulenta espécie do seu género. Os S.aureus são semelhantes a todos os outros Staphylococcus na maioria dos detalhes. Têm forma esférica (são cocos), cerca de 1 micrómetro de diâmetro, e formam grupos com aspecto de cachos de uvas com cor amarelada, devido à produção de carotenóides. É a única espécie que produz coagulase. Cresce bem em ambientes salinos. Cerca de 15% dos indivíduos são portadores de S.aureus, na pele ou nasofaringe. A infecção é freqüentemente causada por pequenos cortes na pele. Para tratamento antibiótico são usadas as penicilinas resistentes ás penicilinases, ou caso haja resistência vancomicina.
No antibiograma foram adicionados os antibióticos:
Ø 1° Cefoxitina (CFO-30 µg) – 36mm ≥ 20mm considerado sensível
Ø 2° Amoxicilina (AMC-30 µg) – 42mm ≥ 20mm considerado sensível
Ø 3° Sulfazotrim (SUT-25 µg) – 36mm ≥ 16mm considerado sensível
Ø 4° Ertapenem (ETP) – 29mm ≥ 18mm considerado sensível
Ø 5° Amicacina (AMI-30 µg) – 35mm ≥ 17mm considerado sensível
Ø 6° Ciprofloxacin (CIN) – 38mm ≥ 21mm considerado sensível
Ø 7° Ceftriaxona (CRO) – 22mm ≥ 21mm considerado sensível
Ø 8° Gentamicina (GEN) – 39mm ≥ 15mm considerado sensível
Ø 9° Eritromicina (ERI) – 32mm ≥ 23mm considerado sensível
Ø 10° Cefepime (CPM) – 33mm ≥
Cada antibiótico apresentava uma sigla especifica para sua identificação. Incubamos a placa, por 1 dia.
Na quarta aula, realizamos a medição dos halos sobre a superfície do meio, ao redor do disco de antibiótico. Seguindo a tabela de medidas de antibióticos da NCCLS.
Resultados

Paciente: J.H.S.
Sexo: Masculino
Exame: Cultura
Material: Secreção de ferida em região Lombar.
Teste de Catalase: positivo
Testa de Coagulase: positivo
Bacterioscopia: Cocos Gram Positivo agrupados ou isolados, sugestivos de Staphylococcus sp.
Resultado: Staphylococcus aureus.
Antibiograma

A formação de um halo transparente sobre a superfície do meio, ao redor de um disco de antibiótico, indica uma região com ausência de crescimento bacteriano, revelando a ação inibitória do agente antimicrobiano sobre a bactéria ensaiada.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Como gelar a cerveja rapidamente.‏

Aos cervejeiros de plantão, essa dica é mais q da hora, tenho certeza q vão adorar, bom churrasco a todos, abs...
A carne já está na churrasqueira
Aí, a galera chega com latas e mais latas de cerveja.Estupidamente quentes. Como gelar?
O professor Cláudio Furukawa, do Instituto de Física da USP vai responder essa questão.
Gelo no isopor
Para cada saco de gelo, coloque 2 litros de água
1/2 kg de sal
1/2 garrafa de álcool
A água aumenta a superfície de contato,o sal reduz a temperatura de fusão do gelo (demora mais para derreter)e por uma reação química o álcool retira calor. Os físico-químicos denominam o líquidode "mistura frigorífica": GELO, ÁLCOOL, SAL E ÁGUA.
A mistura frigorífica é barata e a cerveja fica no ponto de bala em 3 minutos. E esperar três minutos não é nenhum sacrifício, né?
Lembre-se de lavar a latinha ao retirá-la do isoporde forma a eliminar o gosto meio salgado que fica na tampa da lata.Para mulheres, crianças e frescos, vale lembrar que a técnicafunciona também para garrafas pet de refrigerantes e latinhas em geral.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

infertilidade

continuação...
Obstrução tubular

A obstrução das trompas é considerada uma causa mecânica da infertilidade feminina. Estando obstruída, a trompa não conseguirá conduzir o óvulo do ovário até o útero, impedindo a fecundação e a gravidez. Os fatores mais comuns que podem causar obstrução nas trompas são a endometriose, infecção pélvica e gravidez tubária. Mulheres que tenham feito laqueadura tiveram suas trompas obstruídas propositalmente.
A obstrução das trompas deve-se geralmente a uma infecção genital, que é assintomática. Por vezes, a infecção das trompas causa uma inflamação aguda (salpingite) seguida de dilatação das trompas (hidrosalpinge) que obriga à sua remoção cirúrgica (salpingectomia).
A obstrução das trompas pode ser comprovada por um exame denominado Histerossalpingografia.
Muco cervical
A avaliação da interação muco cervical-sêmen é considerada como ponto importante na investigação do casal infértil. As anomalias do colo uterino e as alterações do muco cervical são relatadas como causas de infertilidade em aproximadamente 10% a 20% das pacientes, mas entre os casais inférteis cuidadosamente investigados, e excluindo-se o fator masculino, a verdadeira incidência não é maior que 10%. O muco cervical é um hidrogel composto de um componente de alto peso molecular (fase gel) e por um componente de baixo peso molecular (plasma cervical). A fase gel é constituída de glicoproteínas macromoleculares denominadas mucinas. A mucina é o agente que confere as características de viscoelasticidade ao muco.
O plasma cervical é constituído de eletrólitos, componentes orgânicos e proteínas solúveis. A importância do muco cervical em reprodução humana é bem reconhecida. Alterações nas propriedades bioquímicas do muco são responsáveis por mudanças na receptividade ao espermatozóide, impedindo ou facilitando a passagem destes pelo colo do útero. Durante o ciclo menstrual, o muco cervical permite a penetração do esperma somente durante o período ovulatório, exercendo assim um papel regulador na colonização espermática do trato genital superior. (Morales e cols., 1993) determinaram que a receptividade do muco ao espermatozóide estava associada positivamente com a hidratação do muco e, negativamente, com uma concentração protéica alta. O processo da hiperativação do espermatozóide é um passo importante na obtenção da capacidade de penetrar nas camadas ovulares. (Zhu e cols., 1992) observaram uma maior hiperativação dos espermatozóides em relação ao controle, quando tratados com o muco cervical.
A cavidade uterina encontra-se protegida pelo muco que reveste o colo uterino. Este muco cervical é também responsável pela limpeza e seleção dos espermatozóides. Se o muco cervical não for competente, os espermatozóides não conseguem penetrar na cavidade uterina.
Incompetência cervical
A incompetência cervical é classicamente definida como uma perda reprodutiva repetitiva do segundo trimestre de gestação sem dor, e não associada a sangramento, ou contrações uterinas. A incompetência cervical pode ser congênita, adquirida ou traumática. A história de trauma é referida em 30 a 50% dos casos, sendo as injúrias mais freqüentes a conização, dilatação e curetagem, e lacerações cervicais durante o parto. O crucial no manuseio das pacientes com incompetência cervical é a acuracidade no diagnóstico. Em primeiro lugar, é necessário afastar outras causas de perdas gestacionais de segundo trimestre, como anomalias uterinas, placentação anormal, miomas uterinos, amnionites ou infecções uterinas. Na avaliação da paciente não grávida, deve se checar a dilatação cervical usando a vela de Hegar nº 8, que passando sem dificuldades é um indicador de possível incompetência cervical. Na histerossalpingografia um istmo cervical com mais de 6.0 mm, pode confirmar o diagnóstico. A inspeção do colo do útero também pode revelar anomalias congênitas ou lacerações cervicais prévias. A ultra-sonografia tem um papel importante no diagnóstico, e no controle da paciente grávida. A terapêutica mais aceita no manuseio da incompetência cervical é a circlagem realizada preferencialmente entre a 12ª e 14ª semana de gestação, sendo a técnica mais utilizada por sua facilidade à denominada de McDonald. Associado ao tratamento cirúrgico é necessário repouso absoluto, e a utilização de progesterona e uterolíticos.
Anomalias do cariótipo
O cariótipo é a análise dos 46 cromossomos que todos nós possuímos nas células do corpo. Esta análise efetua-se nos leucócitos (glóbulos brancos) obtidos por punção venosa. A alteração do número ou da estrutura dos cromossomas está associada com insuficiência prematura do ovário, disfunção ovulatória, produção de ovócitos imaturos, produção de ovócitos morfológica e/ou geneticamente anormais, anomalias do desenvolvimento embrionário, falhas da implantação, abortamentos de repetição e anomalias fetais.
Fator corporal
O útero permite a jornada do espermatozóide desde o colo uterino até as trompas, além de estar envolvido de forma significativa em várias etapas do processo reprodutivo como: retenção do zigoto por vários dias até a implantação, dar suporte ao desenvolvimento do concepto desde a implantação até o parto, além de protegê-lo dos fatores externos.
Os métodos diagnósticos objetivam elucidar os componentes dos principais grupos etiológicos que são as alterações endometriais (pólipos, miomas, sinéquias, endometrites etc...), alterações miometriais (miomas e adenomiose) e as malformações uterinas (útero unicorno, bicorne, didelfo, septado, arcuado etc...). A histerossalpingografia, histerossonografia, ultrassonografia, histeroscopia e laparoscopia constituem as principais alternativas diagnósticas sendo as duas últimas excelentes armas na terapêutica.
As alterações uterinas correlacionadas com a infertilidade incluem: infecções, adesões intra-uterinas, leiomiomas, incompetência cervical e anomalias congênitas do trato reprodutivo. Na investigação do fator uterino, a propedêutica deverá incluir a ultrassonografia, histerossalpingografia e a histeroscopia.
Patologia uterina
Fibromiomas: Os fibromas são tumores benignos do músculo liso (miométrio) do útero. Podem impedir a gravidez por ocupação de espaço e, se fizerem proeminência na cavidade uterina, dificultam a implantação e podem induzir abortamento.
Pólipos: São tumores benignos pediculados do endométrio. Causam frequentemente hemorragias, impedem a implantação devido a ocuparem espaço e a desencadearem inflamação, e podem induzir abortamento.
Hiperplasia benigna do endométrio. Por desregulação hormonal ou infecção crônica, o endométrio pode espessar de tal modo que impede a implantação ou induz abortamento.
Hipoplasia do endométrio: Se o endométrio não crescer (12-14 mm) na altura da implantação, a gravidez dificilmente poderá ocorrer. Devem-se as deficiências hormonais ou a mutações genéticas dos receptores dos hormônios esteróides para a progesterona e os estrogênios.
Endometrite: As infecções silenciosas do endométrio são frequentes, sendo geralmente causadas por bactérias de transmissão sexual ou pós-curetagem (micoplasma, clamídia, listeria). Em casos menos frequentes, pode ser devida à infecção persistente pelo parasita protozoário toxoplasma ou pelo vírus do colo uterino HPV (vírus do papiloma humano). Estas infecções impedem a implantação e podem causar abortamento.
Sinéquias: São aderências (cicatrizes) do endométrio, geralmente secundárias a infecções genitais ou à curetagem (raspagem) do endométrio durante a interrupção voluntária da gravidez (IVG ou abortamento provocado). Dificultam a implantação e podem induzir abortamento.
Mioma uterino
O mioma uterino é o tumor sólido mais freqüente do trato genital feminino. Em geral, apresenta-se com sinais e sintomas clínicos numa porcentagem de 20% a 50% dos casos. Dentre estes, destacam-se a dor, a menorragia, a tumoração abdominal, e a infertilidade. A incidência exata da miomatose uterina é desconhecida, entretanto cita-se que 20% das mulheres acima dos trinta anos são portadoras desta moléstia. Segundo Buttram Jr. (1986), quatro fatores são importantes no determinismo do crescimento dos miomas uterinos: A- estrógenos. B- hormônio do crescimento (agindo sinergicamente com os estrógenos). C- fator de natureza genética. D- suprimento sanguíneo do tumor. A correlação entre o mioma uterino e a infertilidade, nem sempre é precisa e, em certa ocasiões, é difícil decidir se o mioma seria um fator significante. Em algumas circunstâncias poderiam obstruir as trompas, e raramente, o colo do útero. Por outro lado, os do tipo submucoso, localizados dentro da cavidade uterina, agiriam como corpo estranho, e interfeririam com a nidação. Os miomas intramurais poderiam distorcer a cavidade uterina, comprometendo o fluxo sanguíneo, produzindo um sítio inadequado para a implantação. Buttram Jr. (1986) recomenda a miomectomia na paciente infértil ou abortadora habitual, desde que o mioma apresente as seguintes características: A- intramural - possuindo mais que 2.0 cm de diâmetro. B- subseroso - estiver obstruindo o lúmen tubário. C- submucoso - independente do tamanho. A técnica cirúrgica empregada deve incluir a realização de uma única incisão anterior e vertical, não somente para minimizar a perda sanguínea, mas também para prevenir a formação de adesões. Na abordagem clínica da miomatose uterina, acredita-se que a obtenção de um estado de hipoestrogenismo temporário poderia revelar-se benéfica no tratamento desta neoplasia. Os análogos agonistas do GnRH (GnRH-a) criam um estado de hipogonadismo hipogonadotrófico com evidente queda dos níveis de estrógenos plasmáticos, sendo a droga de escolha no manuseio clínico do mioma uterino. Geralmente, com o uso de GnRH-a há uma redução de cerca de 80% no volume uterino, após um período de tratamento de 6 meses. Entretanto, após a parada do medicamento, na grande maioria dos casos ocorre um retorno do tamanho destes miomas ao volume original.

Anomalias congênitas do trato reprodutivo

A incidência das anomalias uterinas não é bem conhecida, contudo as histerossalpingografia realizadas em pacientes inférteis demonstraram que essas alterações podem ocorrer numa incidência de 1% a 3%. As anomalias uterinas são responsáveis por 15% das perdas gestacionais do segundo trimestre e também estão associdas com apresentação fetal anormal, descolamento prematuro de placenta e retardo de crescimento intra-uterino. As anomalias uterinas são classificadas de acordo com uma modificação da classificação de Buttram e Gibbons (1979) em úteros: unicorno, bicorno, didelfo e septado. O diagnóstico diferencial de certeza entre útero didelfo e septado é executado pela laparoscopia ou laparotomia. Por outro lado, o papel da ressonância magnética na diferenciação entre útero septado e bicorno tem aumentado nos últimos anos, possuindo uma sensibilidade e especificidade de mais de 96%. Por outro lado, é importante recordarmos que do ponto de vista embriológico, o sistema urinário é desenvolvido simultaneamente com o sistema Mulleriano, e que as anomalias do trato urinário nesta pacientes são altas, em torno de 30%. O útero septado está associado com o pior prognóstico reprodutivo, com taxas de sobrevida fetal entre 6% a 28%, sendo das anomalias uterinas a única que merece uma intervenção cirúrgica independente do passado reprodutivo da paciente. Neste caso, a via preferencial seria através da histeroscopia operatória. A correção cirúrgica através da metroplastia, do útero bicorno ou didelfo, só é preconizada se a paciente apresentar perda reprodutiva de repetição. Na abordagem diagnóstica e terapêutica das anomalias Mullerianas, o ginecologista deve estar atento a uma possível associação com a incompetência cervical.
depois termino a postagem...