quinta-feira, 17 de junho de 2010

LABORATÓRIO CLÍNICO II (URINÁLISE)

Análise química
São analisados os seguintes analitos:
  • Cetonas ou corpos cetônicos;
  • Bilirrubina;
  • Urobilinogênio;
  • Glicose;
  • Nitrito;
  • Leucócitos;
  • Proteína;
  • Densidade;
  • pH;
  • Hemácias.
As tiras reativas constituem-se em pequenos quadriculadas de papel absorventes impregnados com substância químicas presos a uma tira de plástico. A reação química que produz determinada coloração se dá quando o papel absorvente entra em contato com a urina. As cores resultantes são interpretadas comparando-se com uma tabela de cores fornecidas pelo fabricante. As tonalidades das cores podem inferir um valor semi quantitativo (traços; +;++;+++;++++). Há também uma estimativa em mg/dl para algumas áreas.
Cetonas: negativo. Aparece quando o uso de carboidratos fica comprometido e os estoques de gordura são metabolizados para gerar energia (jejum prolongado),vômitos, diarréia, desidratação.
Bilirrubina: negativo. Valores elevados indicam doenças hepáticas e biliares, obstruções biliar, neoplasias hepáticas, cirrose, hepatite.

Urobilinogênio: negativo.Indica a presença de processos hemolíticos, disfunção hepática.
Glicose: negativo. Causada tanto pelo diabetes mellitus como por doenças renais que afetem a reabsorção tubular (nefropatia tubular avançada) e nos quadros de hiperglicemia, Síndrome de Fanconi, gravidez com possível diabetes mellitus latente.
Nitrito: negativo. Indica infecções do trato urinário. Em caso positivo realizar a urocultura . Pode haver falso negativo.
Leucócitos: negativo. A presença indica possível infecção do trato urinário.
Proteína: negativo ( até 10mg/dL). Falso positivo:urinas muito concentradas e muito alcalinas. É o principal marcador da doença renal e de sua progressão.
pH: 5,0 - 7,0. Indicador da função tubular renal. Alterado na alcalose ou acidose respiratória ou metabólica, cálculos renais e infecção das vias urinárias. Urina recém-colhida com pH9,0, pode estar associado á conservação incorreta da amostra.

Hemácias: Negativo. A detecção de sangue na urina pode estar presente na forma de hemácias íntregas (hematúria) ou de hemoglobina (hemoglobinúria), que é o produto da destruição das hemácias.

Hematúria: Cálculos renais, doenças glomerulares, tumores, traumatismo, pielonefrite, exercício físico intenso, menstruação e exposição a produtos ou drogas.

Hemoglobinúria: Hemólise intravascular, reações transfusionais, anemia hemolítica, queimaduras graves, infecções. Densidade: 1,010 a 1,030. Estado de hidratação do paciente. Incapacidade de concentração pelos túbulos renais. Diabetes insípidus. Determinação de inadequação de amostra por baixa concentração.

Sedimento Urinário
Ela é obtido através da centrifugação da urina e posteriormente a análise dos elementos anormais.Esta etapa pode revelar alterações renais e das vias urinárias.. A presença de cristais urinários está associada ao pH urinário e á litíase renal, bem como ao uso de drogas na terapêutica;

Mudanças no regime alimentar promovidas pela industrialização dos alimentos mais ricos em proteínas e sais pode induzir a formação dos cálculos urinários.

Urina Ácida: Ácido úrico, urato amorfo, oxalato de cálcio, biurato de amônio;

Urina Alcalina: Fosfato amorfo, fosfato de cálcio, fosfato triplo;

Cristais anormais: Leucina, tirosina, cistina, bilirrubina, colesterol.

Cilindros
As estruturas cilíndricas são formadas por precipitação de proteínas á luz tubular, sendo estruturas exclusivamente renais;

A formação do cilindro corresponde á presença da proteína de Tamm Horsfall na região distal e no coletor devido á concentração máxima do filtrado.

As condições determinantes para a formação dos cilindros são:

1- Diminuição do pH (ácido);

2- Diminuição do fluxo urinário. Aumento da osmolaridade de elementos como sódio, potássio e uréia.

Sedimento Urinário
A análise do sedimento urinário corresponde a última etapa do exame de urina (EAS). Ela é obtido através da centrifugação da urina e posteriormente a análise dos elementos anormais. Esta etapa pode revelar alterações renais e das vias urinárias.
A análise do sedimento urinário descreve a presença dos seguintes elementos:

  • Hemácias;
  • Leucócitos
  • Células epiteliais;
  • Filamentos de muco;
  • Cristais urinários;
  • Cilindros;
  • Outros elementos:
  • bactérias,
  • parasitas,
  • espermatozóides.

Técnica procedimental – câmara de neubauer
Colocar 10 mL de urina em um tubo cônico de plástico.
Centrifugar durante 5 minutos a 2300 rpm. Desprezar 9 mL de sobrenadante e ressuspender o sedimento urinário. Colocar na câmara de Neubauer, realizar a contagem do 4 quadrantes laterais e multiplicar por 250. Unidade: mm/3.

TÉCNICA PROCEDIMENTAL- LÂMINA
Colocar 10 mL de urina em um tubo cônico de plástico. Centrifugar durante 5 minutos a 2300 rpm. Desprezar 9 mL de sobrenadante e ressuspender o sedimento urinário. Colocar em lâmina e lamínula e realizar a contagem por campo. Examinar de 10-15 campos em objetiva de 40x.
CRISTAIS URINÁRIOS
A presença de cristais urinários está associada ao pH urinário e á litíase renal, bem como ao uso de drogas na terapêutica. Mudanças no regime alimentar promovidas pela industrialização dos alimentos mais ricos em proteínas e sais pode induzir a formação dos cálculos urinários.

Urina Ácida: Ácido úrico, urato amorfo, oxalato de cálcio, biurato de amônio.

Urina Alcalina: Fosfato amorfo, fosfato de cálcio, fosfato triplo.

Cristais anormais: Leucina, tirosina, cistina, bilirrubina, colesterol .

Uso: diagnóstico de síndromes mielomatosas.

A PROTEÍNA DE BENCE JONES é uma imunoglobulina. É produzida em grande quantidade, excedendo a capacidade de metabolismo pelo rim, com conseqüente perda pela urina. A produção prolongada desta proteína leva a uma lesão tubular com insuficiência renal. Sua presença pode ser detectada também em percentuais variáveis, na amiloidose primária. A técnica eletroforética é o método de escolha para a identificação desta proteína, visto que, tomando como exemplo o mieloma múltiplo, 70 a 80% dos casos podem ser identificados com a sua utilização, contra apenas 50% dos casos com a utilização do método de aquecimento. Normalmente as outras proteínas coagulam ao calor e assim permanecem. A proteína de B. J. coagula a uma temperatura entre 40 – 60ºC e se dissolve quando a T atinge 100ºC.

Caracteriza-se por perda urinária de PROTEÍNA NA POSIÇÃO ORTOSTÁTICA, mas excreção normal de proteína quando o indivíduo está deitado. Para o diagnóstico desta condição, coletam-se duas amostras: toda a urina, desprezando-se a primeira micção matinal, até o momento do paciente se recolher para dormir, e outro recipiente com a primeira micção matinal. Dosa-se a proteína presente nas duas amostras. Nos casos de proteinúria ortostática, a amostra colhida durante o período de atividade mostra proteinúria enquanto que a amostra colhida pela manhã tem pouca ou nenhuma proteína.
A proteinúria ortostática ocorre depois que a pessoa fica muito tempo em pé e desaparece quando à pessoa se deita. Acredita-se que isto seja devido ao aumento da pressão sobre a veia renal de quando está de pé. O procedimento neste caso é pedir a pessoa que colha amostra imediatamente após se levantar pela manhã e outro após o período em que ficar de pé e compara-se os dois resultados.

domingo, 30 de maio de 2010

Farmacologia cont...

Antibióticos -São substancias produzidas por microorganismo (em geral cogumelos e bactérias) capazes de interagir com outros microorganismo (em geral bactérias) matando-as ou inibindo o metabolismo e sua reprodução.
Quimioterápicos - São substancias produzidas por químicos, capazes de interagir com outros microorganismos matando-as ou inibindo o metabolismo e sua reprodução.
Histórico dos antibióticos - Durante toda a evolução da humanidade temos os relatos de várias tentativas do uso de substâncias e materiais com a intenção de secar lesões supurativas, curar febres, melhorar as dores etc.
Historia dos antibióticos- Primeira era 1619 - Alcalóides usados para tratamento de malaria e desinteria.
Ex : Cinchona, Ipecacuanha e quinino
1860 – Joseph Lister usou o fenol para esterilização de materiais cirúrgicos.
1889 – Inicio do comércio de extrato de pseudomonas, penicillium e aspergillus como substancias antimicrobianas.

Historia dos antibióticos - Segunda era 1909 – uso de salvarsan composto sintético para tratamento de tripanossomos e outros protozoários.
1910 – produzido o composto arsênico chamado de 606 contra treponema. Obs : O pensamento da época era que os antibióticos era susceptíveis a protozoários e não a bactérias.
A definição de que antibiótico era extraído apenas de microorganismo foi destruído com a produção de compostos sintéticos.
Terceira era 1940 – substituição do 606 pela penicilina e surgimento do prontosil ( sulfonamida ).
Foi considerado a era moderna na época, pois obteve controle de infecções por estreptococcus e pneumococcus.

Resumo histórico –
1619 alcaloides ( quinino );
1860 fenol para esterilização;
1889 extrato de pseudomonas, penicillim e aspergillus;
1909 salvarsan para tratamento de tripanossomas;
1910 composto arsenico 606;
1929 descoberta da penicilina;
1940 substituição do 606 pela penicilina;
1940 descoberta do prontosil ( sulfonamida )
1961 já existiam 513 antibióticos
Atualmente existem cerca de 8000
Mais de 3000 substancias com atividade antibiótica como algas e plantas.
123 são produzidas por fermentação
Mais de 50 são semi sintético
3 completamente sintético (cloranfenicol)

A NOSSA ERA - Era da resistência microbiana. Pesquisa para surgimento de novos antibióticos.
Grupos de antibióticos - Beta lactamicos; Aminoglicosideos; Macrolideos; Lincosamidas; Quinolonas; Tetraciclina; Cefalosporinas; Polimixinas.
Beta lactamicos- Compreendem um grupo grande de antibióticos entre elas estão as penicilinas, ampicilinas e amoxacilinas.
São conhecidos como beta lactâmicos por apresentarem em sua estrutura química um anel beta lactâmico.
Aminoglicosideos – Gentamicina; Amicacina – é o maior espetro de ação pois não sofrem inativação por enzimas. Netilmicina; Tobramicina
Pouca atuação em bactérias gram positivas.
Excelente atuação em gram negativos
Toxicidade e interação com outras drogas – Neurotoxicos; Nefrotoxicos.
As penicilinas podem inativar os aminoglicosideos.

Macrolídeos- Representantes : Eritromicina; Azitromicina; Claritromicina; Espiramicina; Miocamicina; Roxitromicina.
Excelente atuação em gram positivos.
Mycoplasma peneumoniae, legionela sp, chlamydia sp, Corynebacterium sp.
Lincosamidas- Lincomicina; Clindamicina
Boa atuação em gram positivos. Seu mecanismo de ação é semelhante ao dos macrolideos. Podem causar náuseas, vômitos e colites.
Quinolonas - Representações : Ciprofloxocina, norfloxacina, lemofloxacina, ofloxacina e pefloxacina. Excelente atuação contra gram negativos e gram positivos. Apresentam reações adversas como náuseas , vômitos e cefaléia devido ao aumento da pressão intracraniana.
Tetraciclinas - Representantes: Tetraciclina, doxiciclina, minociclina e oxitetraciclina. Boa atuação em clamydia sp, neisseria sp, mycoplasma pneumoniae e brucela sp.

Cefalosporinas - São classificadas em :1° geração; 2° geração; 3° geração; 4° geração
1° geração - Boa atividade sobre cocos Gram positivos, os Enterococos apresentam resistência. Atividade sobre os bacilos Gram negativos limitada a E. coli, P. mirabilis e K. pneumoniae
Ex : Cefalexina, cefadoxil, Cefalotina e cefazolina
2° geração - Cefuroxima = Atividade sobre cocos Gram positivos semelhante as de 1a geração. Maior atividade sobre Gram negativos que os de 1a geração. Ativo sobre H. influenzae beta-lactamase positivo e S. pneumoniae.
Cefamicina = Apresentam menor atividade sobre Gram positivos, atuam sobre Gram negativas, porém a principal característica é a excelente atividade sobre anaeróbios, principalmente Bacteróides.
Ex : Cefuroxima, cefaclor, cefoxitina, cefuroxime

3° geração - Boa atuação em gram negativo e em gram positivo, porem menor que as cefalosporinas de 1° geração. Ex: Cefotaxima; ceftazidima; Ceftizoxima; Ceftriaxona; Cefoperazona.
4° geração - Boa atividade sobre Gram positivos e negativos. Ex : Ceftiofur.
Polimixinas - Antibiótico extraído do bacilus polymyxa de caracteristicas polipeptidicas.
Existem 11 tipos de polimixinas (representados por letras )
Ex : Polimixina B e E
Boa atuação em bactrérias gram negativo.

sábado, 1 de maio de 2010

Farmacologia

Ciência que estuda as drogas sob todos os aspectos farmacodinâmicos e farmacocinéticos.
Fármacos = Estrutura química conhecida que tem propriedades de modificar uma função fisiológica já existente.
Medicamento = Fármacos com propriedade benéficas comprovada cientificamente.
Obs: Todo medicamento é um fármaco mas nem todo o fármaco é um medicamento.
Ex : Erythroxylon coca ( fármaco e ou droga )
Propanolol ( medicamento ).
Drogas : modifica a função fisiologia com ou sem intenção benéfica.
Remédio : qualquer substancia ou procedimentos usados para efeitos benéficos. Ex : substancias químicas, acupuntura, fé ou crença.
Placebo : uso de “medicamentos” sem princípios ativos usado com intenção benéfica para aliviar o sofrimento.
Nocebo : efeito contrário do placebo, piorando a saúde.

Farmacodinâmica: estuda os efeitos bioquímicos e fisiológicos dos fármacos e seu mecanismo de ação.
Farmacocinética: estuda o caminho percorrido pelo fármaco .
Farmacoterapia (assistência farmacêutica): orientação do uso racional de medicamentos.
Fitoterapia: uso de fármacos vegetais (plantas medicinais).
Farmacotécnica: arte do preparo e conservação do medicamento em formas farmacêuticas.
Biodisponibilidade : é a fração da droga não alterada que atinge seu local de ação após administração por qualquer via.
Principais reações adversas das drogas – Hepatotoxicidade; Nefrotoxicidade; Neurotoxicidade; Mutagênese e Carcinogênese; Respostas alérgicas

Vias de Administração de Medicamentos

Via oral - Absorção intestinal; Absorção sublingual
Via Parenteral - Via intradérmica; Via subcutânea; Via intramuscular; Via endovenosa.
Via inalatória – instilação ou inalação; Via otológica; Outras vias – Retal; Ocular; Dérmica.
Via Oral - Absorção sublingual; São colocados debaixo da língua para serem absorvidos diretamente pelos pequenos vasos sangüíneos; A via sublingual é especialmente boa para a nitroglicerina, que é utilizada no alívio da angina (dor no peito), porque a absorção é rápida e o medicamento ingressa diretamente na circulação geral, sem passar através da parede intestinal e pelo fígado; A maioria dos medicamentos não pode ser administrada por essa via, porque a absorção é, em geral, incompleta e errática.

Administração Enteral (oral) - a ingestão é o método mais comum de prescrição de um fármaco; Vantagens: mais seguro; mais conveniente; mais econômico. Desvantagens: irritação da mucosa ;gástrica; interferência na digestão; dificuldade de deglutir.
Via Parenteral - Pode ser dividida em diversas vias de administração, considerando como as mais importantes: Intradérmica; Subcutânea; Intramuscular; Intravenosa
Utiliza-se agulhas, seringas e medicamentos esterilizados, seguindo técnicas padronizadas;
Vantagens: a disponibilidade é mais rápida e mais previsível. No tratamento de emergências.
Desvantagens. Pode ocorrer uma injeção intravascular acidental, pode vir acompanhada de forte dor e, às vezes, é difícil para um paciente injetar o fármaco em si mesmo se for necessária a automedicação. Alto custos
Via Intradérmica- Via restrita - Pequenos volumes – de 0,1 a 0,5 mililitros; Usadas em reações de hipersensibilidade - Provas de PPD; Provas alérgicas; Aplicação de vacinas: BCG

Via Intradérmica - Local mais apropriado: face anterior do antebraço; Pobre em pelos; Possui pouca pigmentação; Possui pouca vascularização; Ter fácil acesso a leitura.
Via Subcutânea - A medicação é introduzida na tela subcutânea / hipoderme; Absorção lenta, através de capilares, ocorre de forma contínua e segura; O volume não deve ultrapassar 03 mililitros; Usada para administração Vacinas (rábica e sarampo); Anticoagulante (heparina); Hipoglicemiantes (insulina).
Complicações Infecções inespecíficas ou abscessos; Formação de tecido fibrótico; Embolias – por lesão de vasos e uso de drogas oleosas ou em suspensões; Lesão de nervos; Úlceras ou necrose de tecidos

Via Endovenosa - Via muito utilizada, com introdução de medicação diretamente na veia.
Local apropriados - Melhor local: face anterior do antebraço (lado esquerdo); Membros superiores; Evitar articulações
Indicações - Necessidade imediata de ação; Grandes volumes – hidratação; Coleta de sangue para exames .
Tipos de medicamentos injetados na veia - Soluções solúveis na veia; Líquidos hiper, iso ou hipotônicos; Sais orgânicos; Eletrólitos; medicamentos - Não oleosos - Não deve conter cristais visíveis em suspensão.
Tipos de agulhas - As agulhas são de vários comprimentos e calibres; A escolha do calibre de uma agulha é de acordo com a via, medicamento, faixa etária e peso do paciente.
Agulhas disponíveis no mercado: 10x5, 10x6, 13x4,5, 20x5, 20x6, 25x7, 25x8, 30x8, 40x7, 40x12.
Guia de estudo de: Dacio Rosas Guimarães

Cont. Hematologia/ hemograma

O que é Anemia Macrocítica? Quais suas principais causas?
Anemia megaloblástica, alcoolismo, uso de certas medicações; Anemia megaloblástica' é uma anemia (macrocítica de classificação) que resulta da inibição da síntese de DNA na produção de glóbulos vermelhos. Isto é frequentemente devido à deficiência de vitamina B12 e/ou ácido fólico.
Anemia macrocítica normocítica. É uma deficiência medular da Stem Cell de causa variada. Apresenta pancitopenia no sangue periférico e substituição das células da Medula óssea por tecido gorduroso.
Como a Anemia Macrocítica é classificada?
Anemia Macrocítica Normocrômica; Anemia Normocítica Normocrômica; Anemia Microcítica Hipocrômica.
O que é Anemia Hemolítica?
São causadas por excessiva destruição das hemácias circulantes
Em conseqüência de diversas alterações, frequentemente hereditárias, um organismo pode produzir hemácias com anomalias diversas, inclusive da membrana celular, que as tornam particularmente frágeis e permitem que se rompam com facilidade, ao passar pelos capilares. Nessas condições, mesmo quando o numero de eritrócitos e normal,pode ocorrer anemia, porque o período de vida útil das hemácias e muito curto.

Como são classificadas as Anemias Hemolíticas?
Congênita
- Anormalidades da membrana; Hemoglobinopatias; Deficiência enzimática.
Adquirida - Induzida por anticorpos (auto-imune); Reação transfusional; Fragmentação mecânica.
O que é Esferocitose Hereditária?
As hemácias tem a forma esférica, ao invés de discóides. Essas células não tem a estrutura da membrana normal dos discos bicôncavos e não podem ser comprimidas, rompendo-se com muita facilidade.
O que é Hemoglobinúria Paroxística Noturna? Qual a etiologia da doença e os exames laboratoriais indicados ao diagnóstico?
É uma anemia hemolítica crônica causada por um defeito na membrana das hemácias. Caracterizada pela presença de hemácias na urina (hematúria).
Testes Específicos: Teste de HAM; Teste da Sacarose; Citometria de fluxo; Eletroforse de Hemogolbina; Teste de Coombs direto; Teste de G6PD.
Testes não específicos: Hemograma; Reticulócitos; Hemoglobina, Bilirrubina total e Livre; Haptoglobina.

O que é Deficiência de G6PD? Qual a etiologia da doença e os laboratoriais indicados ao diagnóstico?
A deficiência de G6PD é um distúrbio hereditário recessivo ligado ao cromossoma X e cujo principal efeito é a redução de G6PD nas células vermelhas do sangue, resultando em hemólise e anemia, ou aguda (hemolítica) ou crônica (esferocítica).
O diagnóstico pode ser realizado através da medida da atividade da enzima G6PD. O tratamento é baseado na prevenção das crises de hemólise e hiperbilirrubinemia e na correção da icterícia e da anemia.
Qual a etiologia da Anemia Hemolítica auto-imune?
Distúrbio resultante de uma anormalidade do sistema imune que destrói os glóbulos vermelhos prematuramente. A causa é desconhecida.

Qual a constituição do hemograma?
Os parâmetros habitualmente avaliados são:
Contagem dos glóbulos brancos: revela o número de glóbulos brancos ou leucocitos num dado volume de sangue.
Fórmula leucocitária: mostra a percentagem respectiva de cada uma das categorias dos glóbulos brancos num dado volume de sangue. Os glóbulos brancos podem dividir-se em neutrófilos, linfócitos, monócitos, eosinófilos e basófilos.
Contagem dos glóbulos vermelhos: revela o número de glóbulos vermelhos ou eritrócitos num dado volume de sangue.
Hemoglobina: exprime a quantidade de hemoglobina num dado volume de sangue.
Hematócrito: significa a percentagem do volume de glóbulos vermelhos relativa ao volume total de sangue.
Volume globular médio: corresponde ao volume médio do glóbulo vermelho. Este valor é dado pela razão do hematócrito e o número de glóbulos vermelhos.
Hemoglobina globular média: demonstra a quantidade de hemoglobina contida num glóbulo vermelho. Este valor é determinado pela razão da hemoglobina e o número de glóbulos vermelhos.
Concentração da hemoglobina globular média: representa a concentração média de hemoglobina de um dado volume de glóbulos vermelhos. Este valor é calculado pela razão da hemoglobina e o hematócrito.
Contagem de plaquetas: revela o número de plaquetas num dado volume de sangue.

Qual a importância do estudo do hemograma?
Um hemograma completo é o exame mais solicitado do pelos médicos devido à informação preciosa que fornece. O hemograma consiste no cálculo dos elementos figurados (celulares) que compõem o sangue e os cálculos dos índices eritrocitários, isto é, indicadores sobre o tamanho e constituição dos glóbulos vermelhos a partir do doseamento da hemoglobina e do hematócrito. Estes cálculos são geralmente determinados por aparelhos electrónicos que analisam os diferentes componentes do sangue. Estes contadores são rápidos e fiáveis.
Qual o anticoagulante de escolha do setor de hematologia?
EDTA (Tampa Roxa): atua em nível do íon cálcio (seqüestrador) Principal uso: Hematologia.
CITRATO DE SÓDIO (Tampa Azul): captação dos íons cálcio Principal uso: estudos da coagulação
FLUORETO DE SÓDIO com EDTA (Tampa Cinza): captação dos íons
cálcio, e inibição da glicose principal uso: glicemia.
EDTA COM GEL: principal uso Carga viral para HIV

terça-feira, 20 de abril de 2010

Hemograma Completo

Definição: Exame que analisa as células do sangue periférico.
Controle e diagnóstico na evolução de doenças como Anemias e Leucemias

Constituição do hemograma:
- Eritrograma;
- Leucograma;
- Contagem de plaquetas;
- Descrição da observação da lâmina (ou esfregaço sanguíneo).

ERITROGRAMA
- Contagem dos glóbulos vermelhos ou hemácias;
- Dosagem de hemoglobina;
- Determinação do Hematócrito;
- Índices hematimétricos (VCM, HCM, CHCM);
- Estudo da morfologia eritrocitária; RDW = medida de intensidade da anisocitose.

ERITRÓCITOS:
-São as células mais numerosas do sangue circulante.
- Possuem a forma de um disco bicôncavo com o centro achatado, são anucleadas;
São altamente especializadas para o transporte de oxigênio e CO2.

DETERMINAÇÃO DO HEMATÓCRITO:
- É a porcentagem ocupada pelos glóbulos vermelhos ou hemácias no volume total de sangue.

LEUCOGRAMA:
- Contagem Global dos glóbulos brancos;
-Contagem Relativa dos glóbulos brancos; (obtida através da contagem diferencial ou específica).

LEUCÓCITOS:
- polimorfonucleares ou granulócitos (núcleo bilobulado): neutrófilos, eosinófilos e basófilos
- mononucleares ou agranulócitos: linfócitos e monócitos.

FUNÇÕES LEUCÓCITOS:

NEUTRÓFILOS SEGMENTADOS: São os leucócitos mais populosos do sangue, realizam fagocitose de pequenas partículas especialmente bactérias presente em locais de infecção bacteriana (quimiotaxia)

EOSINÓFILOS: Envolvido nas reações alérgicas, importante na defesa contra parasitas teciduais devido aos grânulos de eosina presentes no interior do citoplasma da célula.

BASÓFILOS: Liberação de heparina (anticoagulante) e histamina (substância vasodilatadora) liberada em processos alérgicos, envolvido nas respostas inflamatórias.

LINFÓCITOS: Célula envolvida na imunidade celular.

MONÓCITOS: Célula responsável pela fagocitose.

PLAQUETAS - Contagem manual ou eletrônica das plaquetas;-Observação da morfologia das plaquetas.

RDW - Índice de Anisocitose; Reflete a variação no tamanho das hemácias; Alterações do RDW podem refletir microcitose ou macrocitose; É importante avaliar e comparar com o VCM; Alterações do RDW pode refletir Poiquilocitose que reflete a variação na forma da hemácia.

ÍNDICES HEMATIMÉTRICOS:
- HEMOGLOBINA CORPUSCULAR MÉDIA (HCM)
- expressa a quantidade média de hemoglobina que existe dentro de uma hemácia;
- normalidade: 27-33pg (picogramas);
- cálculo: HCM= Hb x 10 / Eritrócitos.

VOLUME CORPUSCULAR MÉDIO (VCM)
- calculado dividindo-se o volume globular ou hematócrito pelo número de eritrócitos presentes nesse volume;
- normalidade: 82-98fl (fentolitros);
- cálculo: VCM= Ht x 10 / Eritrócitos.

CONCENTRAÇÃO DA HEMOGLOBINA CORPUSCULAR MÉDIA (CHCM)
- relação entre o valor da hemoglobina contida em um determinado volume (100ml) de sangue e o hematócrito;
- normalidade: 32-35% ou g/dl
- cálculo: CHCM= HCM x 100 / VCM.

ALTERAÇÕES DOS ERITRÓCITOS
1) Alteração de número;
- Hipoglobulia ou oligocitemia;
- Poliglobulia, policitemia ou eritrocitose.
2) Alteração de tamanho = ANISOCITOSE;
- Microcitose;
- Macrocitose.
3) Alteração de cor = ANISOCROMIA;
- Hipocromia
- Hipercromia.

LINFOCITOSE
- Alterações fisiológicas:
- Exercício físico e administração de adrenalina;
- Como uma reação, aguda e precoce, ao estresse físico (após trauma/crise drepanocítica / infarto do miocárdio/parada cardíaca).
Reacionais:
- Infecções
– usualmente há alterações morfológicas evidentes nos linfócitos (particularmente em infecções virais e especialmente em 4 bacterianas: coqueluche, brucelose, tuberculose e sífilis).
Neoplásicas:
- Leucemias linfóides;
- Linfomas em fase leucêmica.

EOSINOFILIA
- Doenças alérgicas: Asma, Rinite, Urticária;
- Infecção parasitária (invasão tecidual)- Esquistossomose, Ascaridíase, Ancilostomíase,Cisticercose, etc.
- Leucemia Eosinofílica.

MONOCITOSE
- Infecção crônica
– Tuberculose, sífilis congênita, artrite reumatóide, HIV;
- Hemodiálise a longo prazo;
- Regeneração medular após quimioterapia.

NEUTROPENIA
-Infecções virais, como sarampo, caxumba, hepatite, dengue, HIV em estado avançado; Hiperesplenismo; Alcoolismo;
- Anemia megaloblástica.

LINFOPENIA
- Infecção hepática;
- Insuficiência renal aguda e crônica;
- HIV;
- Alcoolismo;
- Síndromes mielodisplásicas;
- Anorexia nervosa.

EOSINOPENIA
- Estresse agudo incluindo trauma, cirurgia, queimaduras;
- Infecções agudas;
- Hemodiálise durante o procedimento;
- Drogas como corticóides, adrenalina, histamina.

MONOCITOPENIA
- Fase aguda de processos infecciosos;
- Desnutrição.

O que é Anemia?
A anemia corresponde a redução do numero de hemácias circulantes ou a redução do teor de hemoglobina contida nas hemácias. As anemias podem ser causadas por hemorragias ou por deficiente produção de hemácias.
Como são classificadas as anemias? Qual o critério usado para classificá-las?
Existem anemias causadas por incapacidade da medula óssea produzir as células vermelhas, como a anemia aplastica, por exemplo, bem como anemias causadas por falta de componentes essenciais ao metabolismo formador da hemoglobina, como o ferro, a vitamina B12, o fator gástrico intrínseco e o acido fólico. Outras anemias são causadas por excessiva destruição das hemácias circulantes, como as anemias hemolíticas.
A classificação útil baseia-se nos índices eritrocitários, que divide as anemias em microcíticas, normocíticas e macrocíticas. Além de sugerir a natureza do defeito primário, tal abordagem também pode indicar anomalia subjacente antes que a anemia torne-se evidente.



O que é Anemia Microcítica? Quais suas principais causas?

O tipo mais comum de anemia é a decorrente de deficiência de ferro, a qual geralmente é microcítica. Anemia por deficiência de ferro ocorre quando o consumo na dieta ou absorção de ferro é insuficiente. Ferro é uma parte essencial da hemoglobina, e baixos níveis desse mineral resultam em incorporação diminuída de hemoglobina em célula vermelha.
Anemia ferropriva (a mais comum), hemoglobinopatias (talassemia, hemoglobinopatia C, E e outras), secundárias a algumas doenças crônicas, anemia sideroblástica. A anemia ferropriva é causada pela deficiência de ferro.
Como o organismo humano faz a aquisição de ferro?

O principal local de absorção do ferro é no duodeno e jejuno. Depois de absorvido, o ferro se liga à transferrina (proteína que transporta o ferro). Esse ferro é levado à medula óssea, onde precursores eritróides captam o ferro para formar a hemoglobina.

Qual a diferença entre ferro sérico, ferritina e transferrina?

é o ferro férrico realmente associado à transferrina. Cada molécula de transferrina pode transportar 2 átomos de ferro. Normalmente, cerca de 30% dos locais disponíveis estão preenchidos. Isso é chamado de percentual de saturação da transferrina.
A ferritina é uma proteína globular que se localiza essencialmente no fígado. A ferritina é a mais importante proteína de reserva do ferro e é encontrada em todas as células, especialmente naquelas envolvidas na síntese de compostos férricos e no metabolismo e na reserva do ferro.
Transferrina é uma proteína plasmática do sangue que transporta o íon ferro.

Quais os exames laboratoriais indicados ao diagnóstico laboratorial da Anemia Ferropriva? Como você espera encontrar os resultados dos exames caso a anemia esteja instalada?

Hemoglobina e Hematócrito: O valor baixo da hemoglobina e do hematócrito de uma pessoa diz que ela tem anemia.
Hemograma completo: dirá se a anemia é microcítica (possui VCM abaixo do normal).
Ferro sérico: dosagens baixas de ferro podem indicar uma anemia ferropriva.
Dosagem de transferrina: apresenta-se em quantidade aumentada na anemia ferropriva.
Ferritina: Quando não tem ferro armazenado, essa proteína é chamada apoferritina.
TIBC: Capacidade de ligação de ferro total (TIBC) está aumentado para compensar a deficiência.
Aspirado de medula óssea: avalia-se a presença de ferro usando-se corante especial para ferro, o corante azul da Prússia.